ISO 26.000

AGENDA ESSENCIAL DAS ONGs BRASILEIRAS NA ISO 26000

Em sua participação no processo de construção da ISO 26000, as ONGs brasileiras articuladas por meio do GAO pautarão suas propostas e ações visando o atendimento pleno dos sete pontos abaixo, cuja aplicação prática, conceitual e filosófica deverá estar refletida e promovida em todos os pontos da norma a ser estabelecida.

1- COMPROMISSO ÉTICO COM O MEIO AMBIENTE E A SOCIEDADE

O Meio Ambiente e as Relações Sociais sustentáveis e saudáveis são um valor em si e um compromisso ético com as gerações presentes e futuras. Medidas visando garantir sua integridade são urgentes e devem ser adotadas no prazo mais curto possível.
Devem ser focadas tanto as ações corretivas (sobre passivos existentes) quanto preventivas (sobre passivos previsíveis) e pró-ativas (visando oportunidades para o futuro), nenhumas das quais podem ser substituídas por ações compensatórias.
O Meio Ambiente e as Relações Sociais jamais podem ser reduzidos a apenas valores econômicos ou monetários, mesmo que em certas situações se aceite que alguns de seus elementos sejam quantificados e tratados como recursos, custos ou oportunidades.

2- PROMOÇÃO DA CIDADANIA GLOBAL E DA DEMOCRACIA

A norma deve reconhecer e garantir os direitos humanos individuais e coletivos já consagrados internacionalmente, respeitando a primazia das leis e acordos estabelecidos de forma democrática e legítima no âmbito de cada país, e também pelos países entre si, no âmbito do direito internacional e das organizações multilaterais.
Deve promover e valorizar o exercício da cidadania global, entendida como o estabelecimento de mecanismos e condições para que cada ser humano possa se fazer ouvido e exercer - consciente e efetivamente - sua influência sobre as organizações e sistemas cujas ações afetam seu bem estar presente e suas perspectivas futuras.

3- VALORIZAÇÃO DA COOPERAÇÃO SOCIAL E DA SOLIDARIEDADE

A transferência voluntária de recursos de uma organização para pessoas ou instituições fora de seu interesse ou do impacto específico de suas atividades - visando o atendimento de interesses coletivos - é uma ação válida, meritória e que deve ser estimulada, desde que praticada de modo a não perpetuar as situações de necessidade ou desigualdade que a ensejaram.
A RS não pode ser confundida com filantropia, que deve ser considerada como uma atividade complementar a ela, mas não sua parte essencial nem sua substituta. O mesmo se aplica a outras práticas relacionadas à doação ou investimento de recursos privados em causas sociais e ambientais (como “Marketing Social”, “Patrocínios Culturais”, “Ação Social”, “Investimento Social Privado” e outras). Cuidados devem ser tomados para que o termo RS não se vulgarize, nem seja utilizado de forma enganosa, confundindo-se com o mero uso de facilidades mercadológicas, fiscais ou outras que fujam à sua natureza.
Deve ser priorizado o caráter emancipador, transformador e auto-sustentável dessas ações ou doações, reconhecendo-se, porém a importância e o mérito daquelas destinadas ao atendimento de carências específicas ou situações de emergência.

4- VALORIZAÇÃO DA AUTONOMIA DA SOCIEDADE CIVIL

A norma deve reconhecer a legitimidade e autonomia da sociedade civil para organizar-se, de forma diversificada, em torno de suas causas, promovendo sua independência do poder econômico. Deve indicar cuidados e mecanismos para que as organizações doadoras de recursos considerem e respeitem a identificação de causas e prioridades pelos próprios cidadãos e suas organizações. Deve reconhecer o conflito entre interesses legítimos como parte integrante da vida em sociedade, e que o diálogo é a única forma válida para resolve-los.
5- PARTICIPAÇÃO EFETIVA DAS “PARTES INTERESSADAS” (STAKEHOLDERS)

A norma deve recomendar a participação dos stakeholders nas etapas de planejamento, operação, monitoramento e avaliação das atividades da organização pela qual sejam impactados. Deve também recomendar que sejam tomadas pela organização todas as medidas para que esta participação seja efetiva, isto é, fundada no diálogo e apoiada por processos de discussão e disseminação de informações adequados às possibilidades e necessidades de todas as partes envolvidas.

6- CONSIDERAÇÃO DA ESFERA DE INFLUÊNCIA/CADEIA DE VALOR

A norma deve explicitar claramente os critérios para definição do alcance da esfera de influência/cadeia de valor da organização, considerando a relevância e o controle desta sobre os agentes com que se relaciona. Deve requerer que a organização seja responsável por promover a prática da RS em toda esse âmbito.

7- VALORIZAÇÃO DA TRANSPARÊNCIA

A prática da RS pressupõe a absoluta transparência quanto aos critérios pelos quais a organização age, e sobre todos os impactos de suas atividades. A efetiva transparência requer comunicação eficaz, clara, acessível e em tempo e forma adequados à sua compreensão pelo público a que se destina.
SOBRE O GAO

O GAO (Grupo de Articulação das ONGs brasileiras na ISO 26000) é um fórum constituído em julho de 2006, congregando organizações e redes da sociedade civil brasileira com o objetivo de discutir e direcionar a participação dos membros de ONGs brasileiras no processo de construção dessa norma internacional sobre Responsabilidade Social. Objetiva também promover a discussão desse conceito em âmbito nacional, promovendo a reflexão e colhendo as contribuições das ONGs do país sobre o tema, e assim também preparando-as para as implicações do processo que está em curso, no Brasil e fora dele.
A presente “Agenda Essencial” é resultado de uma discussão interna realizada em novembro/2006, e visa sintetizar as orientações do Grupo no processo de construção da ISO 26000 e de disseminação da RS. O GAO opera por meio de discussões em plataformas virtuais (internet), difusão de informações (físicas e eletrônicas), e também pela participação nos fóruns decisórios sobre a ISO 26000 no Brasil (ABNT) e no exterior (ISO). Nesses fóruns, é representado por dois de seus membros. Respeitadas as regras da ABNT e da ISO, esses fóruns e os documentos neles discutidos são compartilhados com os participantes do GAO.
O GAO é um grupo aberto, plural e democrático, tendo sido constituído com base em um processo de convocação ampla e irrestrita para ONGs de todo o Brasil, que se auto-regularam, determinando sua organização e governança. Participaram de sua constituição mais de 70 entidades da sociedade civil, dos mais distintos portes, focos de atuação, localizações geográficas, tendências político-filosóficas, etc.
O GAO permanece aberto a novas adesões, bastando para isso acessar www.gao.org.br ou escrever para iso26000gao@uol.com.br. Pelos mesmos meios pode ser obtida toda a documentação referente ao histórico do GAO, sua composição, e sua atuação/planos no processo de construção da ISO 26000.
Postar um comentário

Formulário de Inscrição - Especifique o nome do projeto que tem interesse

Nome

E-mail *

Mensagem *

Índice de postagens do blog do Instituto Árvore da Vida - IAV

Assine nossa página no Facebook em https://www.facebook.com/arvoredavida
Link para o perfil do Instituto Árvore da Vida no Facebook

.

.
Missão do Instituto Árvore da Vida:
Realizar ações e projetos de preservação ambiental e inclusão social, envolvendo o meio ambiente e a cultura. Difundir o conhecimento de técnicas e aplicações de tecnologias e produtos ambientalmente corretos, cursos de educação sócio ambiental e projetos técnicos na área do meio ambiente, preservação e proteção da fauna e flora.
Breve Histórico sobre o Instituto Árvore da Vida:
O Instituto Árvore da Vida é uma OSCIP que tem por objetivo a preservação ambiental e a inclusão social. Teve sua fundação registrada no dia 06 de setembro de 2005. Foi qualificada como OSCIP pelo Ministério da Justiça em 28 de novembro de 2005.
Os integrantes desta entidade acumularam experiências ao longo de uma trajetória de trabalhos vinculados às questões ambientais, sociais e culturais.
No contexto de uma região metropolitana, conturbada com o desequilíbrio ambiental, o caos social e toda a degradação que os grandes centros urbanos oferecem, entendemos que nossa contribuição para um mundo melhor e para o futuro da humanidade é dedicar nossas habilidades intelectuais, artísticas e condições físicas ao desenvolvimento de uma postura reformadora diante destes fatos.
Da união de diversos profissionais capacitados e intencionados, movidos por este propósito, criou-se esta entidade. Acreditando também que o 3° Setor é o fiel da balança de nossos tempos, realizamos este feito, criar uma OSCIP de preservação ambiental e inclusão social.
O Instituto Árvore da Vida é nosso instrumento de ação, nossa palavra e nossa contribuição para nossa cidade, nosso país, nosso planeta. Trabalhamos para a cura do planeta.

O que é o Projeto Cidades Inteligentes?

O Projeto Cidade Inteligente BR - Smart City é uma ação focada no uso da tecnologia e tecnologia da informação em prol do desenvolvimento sustentável, unindo diversos atores na realização de projetos e políticas públicas. Oferece ao cidadão uma ferramenta de participação ativa na gestão dos recursos disponíveis, bem como a interação dos poderes decisórios, organizações públicas, privadas, profissionais liberais e estudantes. Trabalha como facilitador de processos no desenvolvimento econômico sustentável. Tem como proposta a redução de desigualdades sociais e regionais; incentiva, apoia e propõe inovação tecnológica; expansão e modernização da base produtiva de ciência, tecnologia e tecnologia da informação; trabalha para o crescimento do nível de emprego e renda, bem como na redução da taxa de mortalidade de micro e pequenas empresas; atua no aumento da escolaridade e da capacitação, da produtividade e competitividade e das exportações. Articula recursos e conhecimento em benefício do trabalho cooperado entre parceiros estratégicos visando a obtenção dos melhores resultados. Trabalha em redes físicas e virtuais, disponibilizando a todos os atores envolvidos nos processos informação, distribuição de riqueza e conhecimento proporcionalmente à interação nos processos. O projeto prevê a criação de plataforma tecnológica como base de integração no uso de LED´s em postes de iluminação; bem como sensores e atuadores, oferecendo múltiplos serviços gestionados e unificados num único instrumento, múltiplas Apps para o público, visitante, turista ou cidadão de modo seja possível sentir a experiência na funcionalidade de uma cidade inteligente.

Acompanhar a tendência mundial de transformação dos centros urbanos em cidades inteligentes, bem como a busca da sustentabilidade ambiental e econômica faz com que gestores públicos, profissionais, empresas, ONGs e a sociedade de modo geral queiram entender, participar e receber os benefícios de uma cidade inteligente e sustentável.

Chegamos finalmente na questão crucial, o que realmente é uma cidade inteligente sustentável?

Para muitos as cidades inteligentes dispõem de tecnologia a serviço do cidadão, das organizações, de governos, empresas, etc. Não deixa de ser uma verdade, entretanto tal qual o conceito de Inteligência Múltipla aplicada a humanos, o termo cidade inteligente requer um olhar que prestigie a diversidade intrínseca ao tema. São muitos os componentes possíveis à cidade inteligente e para cada olhar e demanda há um formato específico. Será necessário ter acesso ao conceito, aos formatos disponíveis para efetivamente fazer escolhas. O tema sustentabilidade é controverso e na atualidade há de se ter discernimento sobre métodos e modos de operar a sustentabilidade em sistemas urbanos e novamente o conhecimento da diversidade possível dará subsídios para escolhas conscientes desde o cidadão comum aos poderes decisórios na esfera pública e privada.

http://cidadeinteligenteesustentavel.blogspot.com.br/

.

.

Áreas de atuação do IAV registradas no Estatuto Social



I. Realização de Diagnósticos Ambientais.

II. Realização de Estudos de Impacto Ambiental.

III. Execução de Projetos e Implantação de Reflorestamentos.

IV. Execução de Planos de Manejo para Áreas Florestais.

V. Execução de Projetos, Orientação Técnica para Adoção de Praças Públicas.

VI. Desenvolvimento de Projetos Auto-Sustentáveis Ambientalmente.

VII. Execução e Implantação de Projetos Habitacionais Integrados a Projetos de Preservação e Recuperação Ambiental.

VIII. Estudo e Implantação de Soluções Técnicas em Ambientes Urbanos Degradados, Desenho Urbano, Arquiteturas, Sistemas Viários, Sinalizações, Acessos e Circulação de Pedestres, Preservação de Ambientes Urbanos, Intervenções Urbanas Ambientalistas.

IX. Assessoramento e Monitoramento de Projetos de Preservação e Recuperação Ambiental.

X. Desenvolvimento de Estudos, Projetos, Produtos e Metodologias que tenham por objetivo a Preservação

Ambiental ou Recuperação Ambiental.

XI. Desenvolvimento de Programas de Informação (implantação de Rádios Comunitárias e TV Comunitária) junto comunidade com vistas a multiplicar Ações de Preservação e Recuperação Ambiental.

XII. Produção e Publicação de Livros, Revistas, Jornais, Programação Visual (Cartazes, Banners, Outdoors, Brindes, artesanato, utensílios, objetos de arte, vestuário, calçados, bonés, chapéus, bandeiras, brinquedos, artigos de papelaria, alimentos e produtos que utilizem tecnologias que preservem o meio ambiente ou divulguem a preservação e recuperação ambiental).

XIII. Comercialização de Produtos hortifrutigranjeiros que sejam produzidos por programas implantados por esta OSCIP e que obedeçam a uma política preservacionista.

XIV. Implantação de Programas de Educação Ambiental.

XV. Implantação de Programas de Hortas Comunitárias.

XVI. Implantação de Projetos Culturais.

XVII. Defesa do Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural.

XVIII. Promover Intercâmbio com Instituições Culturais, mediante convênios que possibilitem Exposições, Reuniões, Espetáculos, Conferências, Debates, Feiras, Projeções Cinematográficas, Festejos e Eventos Populares e Todas as Demais Atividades Ligadas ao Desenvolvimento Artístico e Cultural.

XIX. Realizar Promoções destinadas à Integração Social da População, com vistas à Elevação Cultural e Artística.

XX. Apoio à Preservação do Folclore e suas manifestações.

XXI. Desenvolvimento de Produtos Fitoterápicos.

XXII. Proteção animal e defesa da fauna e flora silvestres

XXIII. Acompanhamento e monitoração de atividades científicas e de estudo, pesquisa e testes com seres vivos, com objetivo de manutenção da ética e respeito pela vida.

.

.

Pensar global e agir local

Pensar global e agir local
Conheça nossos projetos e apoie nossas ações

O Instituto Árvore da Vida - IAV - É uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP

Conheça a proposta do projeto Nascentes Urbanas
Clique aqui
Entre em contato com o Instituto Árvore da Vida.
E-mail:institutoarvoredavida@gmail.com
Fones:+55(19)995913967
Somos uma entidade sem fins lucrativos qualificada como OSCIP pelo Ministério da Justiça. Pessoas físicas e pessoas jurídicas podem se beneficiar de incentivos fiscais fazendo doações.
Para doações e contribuições:
Banco Santander. Agência 0207. Conta 13005609-3